Para o partido ecologista « Os Verdes», o aumento do salário mínimo nacional para os 505 euros, já em outubro, não chega. É, critica, um acordo de «interesses, que não serve nem os trabalhadores nem o país».

O acordo entre o Governo, patrões e UGT (a CGTP ficou de fora) « não cumpre com o já anteriormente acordado para um aumento do salário mínimo nacional para os 500 euros brutos no princípio do ano de 2011», pelo que o Governo «rasga, assim, o anteriormente acordado em concertação social», lê-se nas conclusões da r eunião deste sábado do Conselho Nacional do partido, divulgadas num comunicado citado pela Lusa.

Uma «real» atualização do salário mínimo é um «imperativo», por razões de justiça social e de uma mais justa distribuição da riqueza, mas também por razões de carácter económico, já que assume especial importância no aumento do poder de compra, e na dinamização da economia e do mercado interno, diz o comunicado.

O Conselho Nacional do partido afirmou-se também solidário com a luta dos enfermeiros (que cumpriram dois dias de greve esta semana), considerando como justas as reivindicações da classe.

A degradação dos serviços públicos de saúde acontece, entre outros fatores, pela falta de enfermeiros, quando há enfermeiros no desemprego, lamenta o partido ecologista.

Criticas também à área da Justiça, onde a reforma «imposta» pelo Governo «mais não é do que o encerramento de dezenas de tribunais», e tornando-a «mais distante dos cidadãos e muito mais cara».

E criticas ainda para a área da Educação pelas «injustiças gritantes» na colocação de professores, ainda que o Governo tenha classificado como «normal» a abertura do ano letivo.

«Não é normal que após duas semanas do arranque do ano letivo ainda haja cerca de cem mil alunos sem professores, cerca de trinta mil professores desempregados e que faltem funcionários nas escolas», dizem «Os Verdes».

E quanto à reforma da fiscalidade verde o Conselho Nacional reafirmou o que já dissera, que é contra aquilo que considera ser a manutenção do «brutal aumento de impostos». Na sexta-feira, o partido já tinhapedido ao primeiro-ministro para adiar essa reforma.

Como já tinha lamentado, na última quarta-feira, o processo de privatização de Empresa Geral de Fomento (EGF). Hoje, no comunicado, «Os Verdes» voltam ao assunto. Dizem que é «um negócio ruinoso para o país, os municípios, os trabalhadores e populações que resultará na criação de um monopólio privado sem paralelo na Europa».