Por: tvi24 / CLC | 5- 9- 2010 20: 52
O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, criticou este domingo as decisões do Governo para cortar na despesa pública, afirmando
que é mais fácil acabar com escolas e serviços de urgência do que com institutos públicos.
«É mais fácil acabar com
escolas e serviços de urgência do que institutos públicos», criticou Passos Coelho na festa anual do partido em Oliveira do
Hospital.
«Só com a RTP o Estado gasta 400 milhões de euros, mas não há dinheiro para os serviços públicos», acrescentou.
Pedro Passos Coelho atacou o despesismo do Estado e apontou a sua redução como condição para aprovar o próximo Orçamento de
Estado e criticou a tentativa de disfarçar os gastos.
«Já nem os carros do Estado, que antes tinham uma placa, estão
identificados para disfarçar o despesismo», afirmou Passos Coelho durante o discurso proferido na festa do PSD local.
«O
Governo precisa de reduzir a despesa e não pense que nós temos que lhe servir de muleta», reiterou.
No palco instalado
nas margens do rio Alva, em Caldas de S. Paulo, o presidente do PSD abordou também a questão do desemprego, dizendo que o
nível actual «só se viu durante um período do antigo regime».
«É preciso recuar ao período do Estado Novo para encontrarmos
o mesmo nível de desemprego no país, sendo que nessa altura as pessoas eram muito menos qualificadas», afirmou Passos Coelho.
Segundo
o líder do PSD, «os 600 mil desempregados que temos correspondem a 700 mil na realidade, porque os serviços não contabilizam
aqueles que nos últimos quinze dias não procuraram trabalho».
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