Por: Redacção / CP | 14- 10- 2008 22: 58
As estruturas sindicais da Função Pública consideram insuficiente a proposta de aumentos salariais de 2,9 por cento apresentada
pelo Governo, porque não repõe o poder de compra que os trabalhadores têm perdido, noticia a Lusa.
Governo vai propor aos sindicatos aumentos salariais de 2,9%
«A proposta do Governo fica
aquém do que pretendemos pois não cobre o poder de compra perdido pelos trabalhadores», disse Bettencourt Picanço, presidente
do Sindicato dos Quadros técnicos do Estado (STE) - filiado na UGT, estrutura que reivindica aumentos salariais de 4 por cento.
«Esperamos
que o primeiro-ministro cumpra a sua palavra e que os funcionários públicos não percam poder de compra este ano e no próximo»,
disse, defendendo que o aumento de 2009 tem de cobrir o que foi perdido em 2008 devido «à derrapagem da inflação para os 3
por cento».
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A coordenadora da Frente Comum de
Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, também considerou que a proposta do Governo «não dá para recuperar o poder
de compra perdido este ano».
«A proposta de aumentos de 2,9 por cento não corresponde às reivindicações da Frente
Comum, porque não prevê a recuperação dos 0,9 por cento perdidos este ano», disse a sindicalista. A Frente Comum (CGTP) reivindica
um aumento de 5 por cento para 2009 e um aumento de 0,9 por cento para colmatar o poder de compra perdido.
Para
o secretário-cordenador da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), Nobre dos Santos, a proposta do governo «é positiva,
mas insuficiente».
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«Este valor é interessante para iniciar a negociação,
mas esperamos que não seja o valor para aplicar, pois esperamos que haja um verdadeiro processo negocial, que não aconteça
como no último ano», disse o sindicalista, lembrando que o Governo não alterou a proposta de aumento para 2008 ao longo da
negociação.
A FESAP (UGT) apresentou ao Governo uma proposta de aumentos de 3,5 por cento, mais a recuperação
dos 0,9 por cento perdidos ao longo de 2008 devido «à derrapagem da inflação para os 3 por cento».
A proposta
salarial do Governo foi enviada para os sindicatos ao inicio da noite, depois da entrega da proposta de Orçamento do Estado
na Assembleia da República. Os sindicatos foram entretanto contactados pelo Ministério das Finanças para a marcação do início
do calendário negocial para o dia 23.
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