Augusto Santos Silva considera que no final do programa de ajustamento, em maio, Portugal deve ter algum tipo de «rede de segurança», na eventualidade de um ataque especulativo dos mercados.

«Toda a gente percebe que precisamos de uma qualquer rede de segurança. O essencial que o governo português deve assinalar é que possa dispor dessa rede de segurança logo que necessite dela, pode não ser imediatamente, no próximo maio, mas logo que necessite dela. Isto é, se houver um ataque especulativo dos mercados, que o governo português possa recorrer à ajuda, em particular do banco central europeu», disse Santos Silva na TVI24.

O ex-ministro afirma que se o governo optar por uma saída à irlandesa, isso significará um desafio à opinião do Presidente da República.

«Uma decisão do governo no sentido da chamada saída à irlandesa significará um desafio à opinião expressa do presidente da república portuguesa», disse.

Augusto Santos Silva comentou também o manifesto da restruturação da dívida portuguesa, manifesto da restruturação da dívida portuguesa, e diz concordar com o apadrinhamento partidário do documento. No entanto, alerta o partido socialista para que deixe bem claro no projeto de resolução o que significa, de facto o termo de reestruturação.

Neste comentário na TVI24, Santos Silva afirmou, ainda, que não considera que Durão barroso esteja em condições para as próximas presidenciais. As razões apontadas pelo ex-ministro são duas, primeiro, porque Durão abandonou o país quando este «estava de tanga» e depois por ser um dos rostos do programa da troika.