Constança Cunha e Sá diz que se começou a perceber hoje, dia de debate do Estado da Nação, que «o compromisso entre os partidos» pretendido pelo Presidente da república é «algo muito complicado».

«A terceira via parece estar a esmorecer, já não vai haver governo de iniciativa presidencial», cosidera a comentadora de política d aTVI reafirmando que «o Presidente só tem duas hipóteses: ou eleições ou manter o Governo.» «Por que é que não começou logo por aí» é a pergunta que deixa.

«É um exercício de hipocrisia a ver quem é que fica com o ónus da convocação de eleições. O presidente da República teve medo de assumir esse ónus», explica Constança Cunha e Sá acrescentando que «o PS não quer assumir e a maioria também não».

E «o que aconteceu de facto é que a oitava avaliação foi adiada e os mercados reagiram a isso».

«O presidente tinha invocado, para não convocar eleições, a oitava avaliação, a nona avaliação, o orçamento. Está tudo a acontecer na mesma. Tudo isso está posto em causa sem sequer haver a vantagem de haver eleições», aponta

Constança Cunha e Sá resume que «temos os custos todos da instabilidade sem termos as vantagens que essa instabilidade podia gerar, que era a convocação de eleições». «Pior é impossível», constata.

Constança unha e Sá afirma que «a Presidência da República tornou-se uma coisa imprevisível» e que «tudo pode acontecer». E até «pode haver um milagre também: todos entenderem-se». «Mas eu não vejo como», admite.