No comentário desta sexta-feira, Constança Cunha e Sá argumenta que «a troika já entrou em linha de conta com os cortes que vão ser feitos».

A comentadora TVI admite que o grupo de trabalho do FMI está a par dos cortes para o próximo ano. «Tendo em conta o relatório da Comissão Europeia, já lá está o desvio para 2014. Restam as medidas para 2015 que a ministra diz que ainda não foram discutidas», afirma.

Constança Cunha e Sá alerta que Maria Luís Albuquerque «se esquece de dizer que o défice já está estabelecido, um défice de 2.5%, definido por Vítor Gaspar».

Por esta razão, a comentadora não acredita que as medidas para 2015 tenham ficado para um próximo encontro: «não são um assunto que se arrume aí em três semanas».

Quanto aos impostos, «ficámos a saber que o IRS (...) não vai baixar».

«Aquela patranha que nos contaram que quando as contas e o país estivessem melhor (...), o IRS e os impostos iam descer (...) e podíamos respirar fiscalmente e desanuviar do ponto de vista do IRS, segundo a ministra, isso nem sequer está em cima da mesa», esclarece.

Constança Cunha Sá não entende como é que o Governo pode considerar a 11º avaliação da troika «um sucesso».

É em tom irónico que diz que este êxito deve ser o mesmo «que Pedro Passos viu hoje em Madrid, que diz que nós dobrámos uma esquina. Não sei por que caminho é que ele está a ir».