Constança Cunha e Sá criticou, esta terça-feira, o «timing» da nova agenda social proposta pelo primeiro-ministro. Pedro Passos Coelho garante que pretende corrigir, no período pós-troika, as desigualdades que existem em Portugal. Na TVI24, a comentadora defendeu que esse plano social devia ter existido quando se colocou a situação de emergência no país e, não, quando o chefe do Governo diz que Portugal vai crescer e que está feita a viragem.

Constança Cunha e Sá não percebe como é que o novo plano social vai colmatar três anos de ajustamento e de austeridade que caíram sempre sobre os mesmos: os trabalhadores e os reformados. Sobretudo, sublinhou a comentadora, quando Passos Coelho já disse que não ia repor salários, nem reformas aos níveis de 2011.

No espaço de análise nas «Notícias às 21:00», Constança Cunha e Sá alertou que «a coesão social em Portugal está posta em causa». «O país não pode continuar a viver eternamente para os credores, com o único objetivo de pagar a dívida, sem haver qualquer retorno ou melhoramento na vida das pessoas. Isto não é praticável em democracia», avisou.

Para Constança Cunha e Sá, «o que se viu ao longo dos últimos três anos é que um terço do esforço do ajustamento caiu sobre a classe média». «E, sem classe média, não há país, não há sequer democracia, porque a classe média é o motor de uma democracia», reiterou.