Augusto Santos Silva defendeu esta terça-feira, na TVI24, que os cortes nas gorduras do Estado, anunciados pela ministra das Finanças em conferência de imprensa, não vão ser possíveis, a não ser, por exemplo, se o governo fechar serviços hospitalares.

«Afinal, a coisa era mais simples, afinal, aqueles mil milhões que há dois anos foram conseguidos cortando um salário e uma mensalidade aos pensionistas, conseguiam-se com estas coisas», questionou.

«Se agora conseguem poupar com as gorduras do Estado, por que andaram a ir ao osso das pessoas», reforçou.

Santos Silva respondeu às questões sublinhando que «não é possível» a não ser que se entenda por «fusões e serviços, fecho de serviços hospitalares».

Sobre a entrevista do primeiro-ministro, Augusto Santos Silva considerou que foi uma entrevista falhada e lembrou ainda que «Roma vai desonerar salários quando já não tiver império».