Manuela Ferreira Leite considera que a reunião entre Passos Coelho e António José Seguro foi uma «coreografia política» que «deve ter sido arranjada para Europa ver».

A comentadora, que não acredita que se encontre «nenhum consenso antes das eleições», disse na TVI24 que a reunião não teve «nenhumas consequências».

«Para Merkel e para as instâncias europeias, interessa o consenso de objetivos, nomeadamente no que diz respeito ao tratado orçamental. Nisso estão os dois de acordo, a discordância é de caminhos», disse.

A ex-líder social-democrata criticou ainda os socialistas: «O PS não pode dizer que não quer mais austeridade e simultaneamente dizer que vai cumprir o tratado orçamental».

Sobre o diploma da ADSE, que foi vetado pelo Presidente da República, Ferreira Leite não compreende «quem ganha com este processo», porque «o sistema funciona tão bem e pode ser destruído».

«A troika não foi bem informada, porque não havia problema nenhum com a ADSE (...) Era um bom negócio para o Estado e poderá entrar em défice porque deixa de ser obrigatório», explicou, lamentando que o Governo opte pelo «caminho para a destruição».