Marcelo Rebelo de Sousa considera que o guião da reforma do Estado «não serve para nada para este governo», mas defende que o guião deverá ser útil nas próximas eleições e assinala ainda que esta foi uma tarefa «talentosamente» efetuada por Paulo Portas.

Para o comentador da TVI o Governo ao apresentar este guião da reforma do Estado abandonou por completo a sua ideia inicial de desmantelamento do Estado social. «Entre a refundação do Estado e este papel, é o dia da noite. Não serve para nada para este Governo», disse, defendendo, porém, que o o Governo que tinha prometido o «esvaziamento do Estado Social» apresentava agora um documento que com alguns retoques «o PS pode aceitar».

Marcelo Rebelo de Sousa classificou o guião apresentado por Paulo Portas como «uma espécie de memorando de entendimento interno para eventual utilização depois de eleições e depois do programa cautelar», disse, alegando que serve para o PS, o CDS e o PSD «irem lá buscar ideias» em futuras eleições.

Sobre a prestação do vice-primeiro-ministro na apresentação do guião, depois de sucessivos atrasos e depois de muitas críticas, Marcelo Rebelo de Sousa defende que Paulo Portas saiu desta tarefa «talentosamente», uma vez que «desconversou».

«Eu acho que saiu talentosamente. Ele tinha que apresentar um papel, era um papel impossível, ele apresenta o que serve de base para programas eleitorais, como quem diz, agora o interessante é ¿vamos a eleições quando elas vierem em 2014/2015, ou seja, assobia ao cochicho, desconversou».