Augusto Santos Silva considerou, esta terça-feira, que uma das caraterísticas da atual liderança do Partido Socialista (PS) é ter «um embaraço em relação ao próprio passado, ao ciclo governamental recente do PS». Para o comentador da TVI24, é esse «embaraço» que explica «as cambalhotas políticas que são visíveis aos olhos de todos».

Esta noite, António Costa, candidato à liderança do PS que Augusto Santos Silva apoia, quis deixar claro: «Não vivo com embaraço a História do meu partido»

No comentário semanal no programa «Política Mesmo», Augusto Santos Silva apontou o dedo a António José Seguro ao dizer que há não só «uma dificuldade do PS atual em viver com o próprio passado, em ser politicamente coerente», mas também «uma dificuldade em perceber o que é ser Governo, ser primeiro-ministro», por ter dito que não teria assinado o pedido de resgate financeiro. Nesta terça-feira, António José Seguro disse em entrevista à Rádio Renascença que não teria assinado o memorando de entendimento com a troika se estivesse no Governo em 2011.

O ex-governante socialista sublinhou que o «PS devia fazer oposição coerente e exigir a requalificação das escolas», por exemplo. Augusto Santos Silva acusou o PS de estar a ser incoerente por criticar o encerramento de escolas do Primeiro Ciclo. O antigo ministro da Educação de António Guterres também acusou o atual Governo de não investir na requalificação do parque escolar que vai absorver os alunos das escolas que vão fechar.

«Não consigo compreender esta incoerência do Governo hoje, ontem oposição, e da oposição hoje, ontem Governo», disse o antigo ministro dos Assuntos Parlamentares e da Defesa Nacional, dos Governos de José Sócrates.

VÍDEO: «PS devia fazer oposição coerente e exigir requalificação das escolas»