Marcelo Rebelo de Sousa diz que o Presidente da República tem de decidir se quer apenas falar da necessidade de consenso entre PS e PSD ou se quer fazer com que este aconteça. Para o comentador da TVI, Cavaco Silva deve tentar novo entendimento entre Passos Coelho e António José Seguro depois das Europeias.

«Os apelos são muito importantes. O consenso entre PS e PSD vai ser fundamental, sem isso não vai ser possível governar nos próximos anos. O problema é: faz-se alguma coisa para dar certo ou não se faz nada? É que se se deixar à natureza, o calendário do ano que vem é tudo menos bom para consenso. No começo de outubro temos eleições para a Assembleia da República, temos ao mesmo tempo a decorrer o começo da campanha presidencial e temos a ser votado o orçamento para o ano seguinte. Terminadas as Europeias, os partidos podem naquele intervalozinho antes do sufoco de nova campanha discutirem se é possível uma plataforma mínima, qualquer que seja o resultado, de se entenderem. Essa é a forma de prever antes, mas há uma segunda hipótese, que é o Presidente da República alterar o calendário eleitoral, antecipando as Legislativas de outubro para julho. O interessante agora é perceber o seguinte: o Presidente que tem a boa ideia do consenso tenciona fazer alguma coisa para o consenso ou entende que já tentou uma vez e não vai tentar mais?», questionou Marcelo Rebelo de Sousa, neste domingo, em direto de Roma, onde se deslocou para assistir à canonização dos papas João Paulo XXIII e João Paulo II.

«Seria uma ilusão pensar que o Governo não tomaria medidas eleitorais»

«O que se passou na AR e no Largo do Carmo foi uma oportunidade perdida»