Constança Cunha e Sá disse, esta segunda-feira, não entender muito bem a posição da Comissão Nacional de Eleições (CNE) a propósito da divulgação, por parte do Governo, no próximo sábado, de um documento de estratégia com projetos do Executivo para os próximos anos. Na TVI24, a comentadora sublinhou que, antes mesmo de os partidos da oposição considerarem que se trata de um ato de propaganda, é a própria CNE que vem dizer que essa atuação do Governo pode violar ou interferir na campanha eleitoral.

Realçando que «o Governo já anda em propaganda há uma série de tempo», Constança Cunha e Sá considerou «estranho» que a CNE diga que «a apresentação, por parte de Governo, de propostas que ultrapassem o limite temporal das eleições, pode interferir na campanha eleitoral».

Para a comentadora, tendo em conta o que se tem passado, e o que se vai passar nos próximo 15 dias, a posição assumida pela CNE «é a mesma coisa que dizer que o Governo está impedido de atuar nos próximos 15 dias».

Dizer que o Governo não se pode pronunciar nos próximos 15 dias sobre o futuro é, para Constança Cunha e Sá, uma posição irrealista. Tendo em conta o que «o Governo tem vindo a fazer há muito tempo para cá e tendo em conta que neste momento está empenhadíssimo em fazer campanha eleitoral, é evidente que vamos ter conselhos de ministros que têm a ver com a campanha eleitoral», defendeu.

«O Governo não se está nada a borrifar para as eleições, nem para estas, nem principalmente para as de 2015. Agora, a posição da CNE parece-me um bocadinho esdrúxula», concluiu Constança Cunha e Sá.