Um dia depois do ministro-adjunto Miguel Poiares Maduro ter dito que quem já recebeu o subsídio de férias com cortes não receberá mais nada, e no dia em que o Governo recuou e esclareceu, através do ministro da Presidência Luís Marques Guedes, que todos os funcionários públicos vão receber o subsídio de férias sem cortes, Constança Cunha e Sá defendeu que Poiares Maduro devia demitir-se. Na TVI24, a comentadora afirmou que o ministro revelou, com as suas declarações, uma «irresponsabilidade total», ao criar «expetativas negativas nas pessoas».

«Como é que é possível que este ministro se mantenha em funções?», perguntou Constança Cunha e Sá, no espaço de análise nas «Notícias Às 21:00». A comentadora sublinhou que a demissão faz sentido porque «não houve nenhuma interpretação errada das palavras do ministro».

Constança Cunha e Sá defendeu que o ministro Poiares Maduro responsabilizou diretamente o Tribunal Constitucional pela decisão eventual do Governo de não repor os cortes nos subsídios de férias que já tinham sido pagos, ignorando completamente a legislação laboral.

Responsabilizar o Tribunal Constitucional por uma decisão que é do próprio Governo é «querer tomar os portugueses por parvos», afirmou a comentadora. «Isto não é forma de lidar com a vida dos portugueses, não é admissível sequer, e eu penso que o ministro Poiares Maduro, por estas e por outras coisas, devia tirar as ilações e demitir-se. Ponto final», rematou.

O ministro Poiares Maduro vai ser entrevistado na TVI24 nesta sexta-feira, no programa «Política Mesmo».