Paulo Rangel, do PSD, e Francisco Assis, do PS, comentaram, esta quinta-feira, no programa «Prova dos 9» da TVI24, o caso BES e defenderam que falta transparência sobre a verdadeira dimensão do buraco do Grupo Espírito Santo.

«Nós precisamos de transparência quanto a esta questão, portanto eu acho que essa deve ser a tarefa, digamos, primeira: esta nova gestão é justamente nós percebermos qual é a dimensão disto», afirmou o deputado do PSD.



Já Assis propõe também uma análise profunda da incapacidade da troika em detetar esses problemas.

«Nós de facto tivemos aqui a troika, os bancos foram submetidos a sucessivos testes de stress, o Banco de Portugal tem desenvolvido a sua atividade de supervisão em relação ao funcionamento do sistema bancário e tudo isto, que é de uma gravidade extrema, aparentemente passou completamente despercebido e creio que isso é matéria de profunda reflexão e de investigação de natureza política», disse Assis.

Fernando Rosas, por seu lado, defende que os acionistas devem ser obrigados ao máximo se houver necessidade de pôr dinheiro no grupo.

«A alternativa é espremer os acionistas e o património do banco e ver o que é que temos», afirmou Fernando Rosas.