Constança Cunha e Sá acusa o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, de «querer e desejar um Presidente da República que possa meter no bolso, como meteu Cavaco Silva». Na TVI24, a comentadora disse que a polémica que nasceu à volta das eleições presidenciais e da moção que Passos Coelho leva ao próximo congresso do PSD é uma «jogada do mais rasteiro» e que menoriza os candidatos à Presidência da República.

«Aquilo [a moção de Passos Coelho] é enxovalhante em certa medida porque diz que (...) não pode ser um "catavento de opiniões erráticas". É necessário descer a este nível? É suposto que o PSD ou qualquer outro partido escolha como candidato à Presidência da República um "catavento de opiniões erráticas"? Não é suposto. Isto é uma jogada do mais rasteiro que eu já vi, que mostra uma falta de respeito institucional em relação à Presidência da República», afirmou a comentadora, no espaço de análise nas «Notícias às 21:00».

Para Constança Cunha e Sá, ao ler na moção (e no "não-perfil" de candidato definido por Passos Coelho), uma exclusão da candidatura dele às presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa «decidiu devolver a manobra a Passos Coelho», que daqui em diante fica com um problema complicado. «A partir de agora, qualquer candidato vai ser comparado a Marcelo Rebelo de Sousa», já que todas as sondagens o apontam como o único candidato com possibilidade de vencer as eleições Presidenciais de 2016, rematou.