Constança Cunha e Sá alertou, esta terça-feira, que a abertura mostrada pelo primeiro-ministro para aumentar o salário mínimo «não se concretiza em nada» e é apenas «para eleitor ver». Na TVI24, a comentadora defendeu que Pedro Passos Coelho tem «uma agenda eleitoral», que vai vincando à custa dos portugueses.

No espaço de análise nas «Notícias às 21:00», Constança Cunha e Sá chamou a atenção para o que diz ser «a contradição» do chefe do Governo, que antes argumentava não poder aumentar o salário mínimo devido ao elevado número de desempregados, e agora defende uma subida desse mesmo salário «sem que tenha havido uma mudança estrutural na economia».

Para a comentadora, é «extraordinário» que se esteja há três anos a discutir um aumento de 15 euros no salário mínimo, uma «esmola». Analisando à lupa as declarações do Governo, o que se percebe, afirmou Constança Cunha e Sá, é que há «uma disposição para aumentar o salário mínimo»: «No fundo, o que Passos Coelho vem dizer é que para subir 15 euros tem que haver algumas contrapartidas da parte da concertação social».

«Portanto isto é um folhetim lamentável em que se prova, com a evidência de factos, que o primeiro-ministro está tudo menos a borrifar-se para as eleições. Que tem uma agenda eleitoral e que, à custa dos portugueses, vai vincando essa agenda eleitoral, mesmo que isso crie a maior confusão na maior parte das pessoas, que ficam sem perceber de todo o que lhes pode acontecer nos próximos tempos», concluiu.