Constança Cunha e Sá acusou, esta quarta-feira, Pedro Passos Coelho de ter uma atitude «antipatriótica» nas negociações com a troika. Na TVI24, a comentadora criticou a intervenção «extremamente grave» do primeiro-ministro e líder do PSD no Conselho Nacional do partido. Constança Cunha e Sá referia-se à frase em que Passos Coelho deu a entender que discute com os parceiros europeus o «radicalismo» e a «irresponsabilidade» do PS.

«Um primeiro-ministro que tem conversas com a troika em que, segundo ele, os nossos parceiros europeus lhe vão dizer que o PS é uma espécie de Bloco de Esquerda, diz tudo sobre os temas de conversas que ele [Passos Coelho] tem com a troika. Isto é altamente preocupante. Mas nós imaginamos António José Seguro um perigoso radical do Bloco de Esquerda?! E ele [Passos Coelho] vai nessa conversa?! São essas as conversas que ele tem?! E quem é que diz isso? É a troika que lhe diz a ele [Passos Coelho]? É ele [Passos Coelho] que diz isso à troika? Ou não usa a necessidade de consenso (como diz cá dentro) com o PS para exigir mais maleabilidade à troika? Ou senta-se com a troika a dizer mal do PS e a dizer que o PS é um louco desvairado e fanático?», questionou a comentadora no espaço de análise nas «Notícias às 21:00».

Para Constança Cunha e Sá, não faz sentido e é muito preocupante que o PSD diga «com ar compungido» que quer negociar com o PS e, em simultâneo, ter o primeiro-ministro a explicar que discute com os parceiros europeus a «irresponsabilidade total» do PS.

«Quando ao mesmo tempo o Presidente da República diz que é preciso um consenso superior à atual maioria (...) temos um primeiro-ministro que discute, que afirma com a troika que o principal partido da oposição é um partido fanático que não leva em linha de conta coisíssima nenhuma, nem compromisso absolutamente nenhum. Isto é do mais antipatriótico que há! E não se pode pedir depois ao Partido Socialista que entre em entendimentos com gente desta», defendeu.

«Esta gente é licenciada em intrigas»