Constança Cunha e Sá considera que estão criados «três equívocos» em relação à atual situação política portuguesa.

«Há males que vêm por bem, com a entrada de Pires de Lima e de Jorge Moreira da Silva. O Governo aqui fica mais sólido, não se passou nada», é o primeiro equívoco apontado pela comentadora de política da TVI assumindo que «esta tese está errada»

O segundo equívoco apontado é o de que «Portugal não pode ir para eleições» com base na «lição de Barroso» e imputando que com «qualquer rasgo, por pequeno que seja, de autonomia cai-nos tudo em cima». «E portanto não há eleições», diz.

«O último equívoco é dizer que o presidente está a decidir», refere Constança Cunha e Sá.

Sobre este ponto, a comentadora assume que «não há nenhuma hipótese de o Presidente convocar eleições» para Constança Cunha e Sá «é uma encenação que o Presidente está a fazer, para salvar a sua própria pele e mais nada».

«Quando ouvi Jorge Moreira da Silva e Nuno Melo pareceu-me evidente que estava acordado já a solução com o Presidente», afirma.

Constança Cunha e Sá refere que «o problema do Presidente da República é que se colou excessivamente a este Governo e agora não quer aparecer aos olhos dos portugueses a assinar por baixo, sem dar entender que fez isto, aquilo, com as reservas que pôs».

«O que o Presidente está a fazer é a tentar limpar a sua imagem fazendo adiar» a decisão reforça a comentadora política exemplificando com o que aconteceu no exterior.

«Os mercados começaram a dar por líquido que isto estava resolvido. E no Eurogrupo, porque Portugal ficou a saber que tinha um governo ¿ não foi o único, mas, por exemplo ¿ pela voz do senhor Schäuble, o ministro das finanças alemão», lembra.

«Isto é uma desautorização total do país e do Presidente da República. No fundo, ninguém leva a sério o país e é uma destituição do Presidente da República», conclui Constança Cunha e Sá.