Constança Cunha e Sá sublinhou, esta quinta-feira, que a simples possibilidade de haver uma insolvência no Banco Espírito Santo (BES) tem consequências negativas para o país. Na TVI24, a comentadora realçou que, embora «o Estado diga que não vai meter dinheiro no banco», o BES tem um risco sistémico que «coloca um problema enorme de credibilidade ao país», com consequências negativas que implicam necessariamente a atenção do Governo.

«Enquanto no caso BPN se podia discutir se o banco tinha um risco sistémico ou não (...) o BES não oferece dúvida de que tem um risco sistémico (é o 3º maior banco do país). Portanto é evidente que o Estado vai ter que segurar o banco», afirmou a comentadora, no espaço de análise nas «Notícias às 21:00».

Para Constança Cunha e Sá, enquanto não se perceber qual é o grau real de exposição, de prejuízo, do BES, a incerteza vai continuar a causar perturbação nos mercados.

«Apesar de haver os 6500 milhões do fundo da troika para a banca, é muito difícil fazer a separação total entre o BES e o Grupo Espírito Santo(...). Enquanto esta confusão se mantiver, enquanto não se perceber qual é o valor real das perdas que o banco pode ter decorrente da falência de algumas holdings do grupo, isto não se resolve assim: não há comunicado do BES, do Banco de Portugal ou mesmo declarações do primeiro-ministro que consigam travar a espiral de desconfiança que existe neste momento em relação ao BES e ao Grupo Espírito Santo», concluiu.