Num dia que considerou «catastrófico» para Portugal, por causa da inflexibilidade da troika, da emissão de dívida e da ameaça da Standard & Poor's, Constança Cunha e Sá não poupou críticas à indefinição e à diversidade de posições do primeiro-ministro, do vice-primeiro-ministro e da ministra das Finanças sobre a flexibilização do défice para 2014.

Na TVI24, a comentadora apontou um novo ciclo na atuação do Executivo que diz revelar uma «ausência de discurso», e que tem como consequência imediata a perda de poder negocial diante da «inflexibilidade da troika».

Constança Cunha e Sá deixou ainda uma palavra a António José Seguro, que acusou de ser omisso numa questão fundamental: precisamente, a de dizer como contornaria o PS essa mesma inflexibilidade da troika, caso venha a ser Governo ou se for obrigado a assinar um programa cautelar ou um segundo resgate.