Constança Cunha e Sá considera que «há um problema de fundo com esta ministra» das Finanças, que «é a falta de peso político que ela tem». Este caso dos contratos swap «fragiliza-a, mas não é por este caso que a coisa vai ruir».

O que a comentadora de política da TVI diz não entender é «como uma ministra que não tem peso político, não tem o prestígio académico de Vítor Gaspar, é capaz de coordenar um dos orçamentos mais complicados, que é o de 2014».

«Na prática, o que acontece é que Passos Coelho vai passar a ser o ministro das Finanças», diz Constança Cunha e Sá revelando a sua conclusão da estratégia do Governo: «Vamos enganar o senhor Schäuble: mandamos-lhe esta ministra dizendo que está tudo bem para, depois, para consumo interno, dizer o ciclo abriu-se.»

A comentadora da TVI explicou que na moção de confiança desta terça-feira, Passos Coelho «vem dizer que isto correu tudo tão bem que nós estamos em condições de entrar num novo ciclo». «Isto é falso. Esta encenação de que isto estava programado para dois ciclos não é verdadeira, inventou-se agora», considera.