Marcelo Rebelo de Sousa admite vir a ser candidato nas eleições presidenciais em 2016. O comentador da TVI garante que ainda é muito cedo para definir cenários, mas desta vez acredita que ninguém pode dizer «nem que Cristo desça à Terra». O antigo líder do PSD defende que há um «dever moral» de o melhor colocado à direita se afirmar disponível.

No espaço de comentário no «Jornal das 8», Marcelo Rebelo de Sousa começou por dizer que se as eleições legislativas forem em 2015 e António José Seguro ganhar, a esquerda tem dois candidatos «muitíssimo fortes: António Guterres e António Costa».

Já se o líder do PS, «por milagre», for António Costa, os socialistas terão só um candidato: Guterres. Por isso, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, «a direita tem de ser alguém que faça dupla com Passos Coelho». Para já há um candidato que Marcelo diz que vai avançar, Pedro Santana Lopes: «Não sei se é o ideal». «Na altura se verá quem é o candidato mais forte. Pode ser Durão Barroso, Assunção Esteves, Rui Rio», acrescentou.

Lembrado por Judite Sousa que aparece frequentemente nas sondagens como o candidato da direita preferido dos portugueses, Marcelo Rebelo de Sousa foi mais claro: «Imagine que, coisa que eu acho provavelmente improvável, em Abril, Maio [de 2015], se chega à conclusão que de todos os candidatos de direita, numa altura muito difícil para a direita, que aquele, perante uma eventual vitória de esquerda, que tem algumas condições para disputar mediamente é Marcelo Rebelo de Sousa, não é Durão Barroso. Aí há o dever moral».

O também conselheiro de Estado salientou que desta vez não haverá o «não vou a jogo porque não me apetece, tenho medo, não sei quantos...».

«Não diz nem que Cristo desça à terra?», perguntou Judite Sousa. «Não digo eu, nem Barroso, nem ninguém», respondeu Marcelo Rebelo de Sousa.