Constança Cunha e Sá criticou, esta segunda-feira, a «leviandade» com que o Governo decidiu aumentar a idade da reforma para os 66 anos, já em 2014. Na TVI24, a comentadora observou que a medida não está devidamente fundamentada e que «questões essenciais são apresentadas sem qualquer tipo de discussão».

Constança Cunha e Sá sublinhou que a decisão do Governo apenas se baseia num conjunto de necessidades e compromissos financeiros em torno do défice e em torno do plano da troika.

«Esta reforma devia ser uma reforma pensada, debatida com pés para andar e... não. É feita em cima do joelho, com vista apenas a um objetivo imediato, de curto prazo, que é exatamente a questão orçamental e do défice, porque vai buscar não sei quantos milhares de euros com esta medida e não tem absolutamente nada a ver com uma reforma da Segurança Social», afirmou a comentadora, no espaço de análise nas «Notícias às 21:00».

Constança Cunha e Sá realçou que, na maior parte dos países europeus, o aumento da idade da reforma tem sido feito de uma forma escalonada ao longo de vários anos e em Portugal é feita de repente.