Constança Cunha e Sá criticou a falta de explicações por parte da administração da Portugal Telecom (PT) depois da divulgação da enorme perda de participação da empresa portuguesa na futura empresa que vai nascer da fusão com a brasileira Oi.

No comentário da TVI24, Cunha e Sá afirmou que a PT não pode ser vista como uma empresa qualquer e que as consequências desta situação merecem «pelo menos» uma explicação, já que «não há demissões».

«Não há explicações, ninguém se sente obrigado a explicar o que se passou, não há demissões. No fundo é como se este negócio fosse a coisa mais normal do mundo e os frutos desastrosos não fossem imputados a ninguém. Eu não sei qual é a responsabilidade última, sei é que tem de haver responsáveis», afirmou.

«A PT tinha obrigação de saber que os negócios no Grupo Espírito Santo não estavam propriamente numa situação que justificasse este investimento, e a reação dos brasileiros nesse aspeto foi muito clara, não só abandonaram a administração como o banco nacional brasileiro vaio dizer que tinha sido um ato de gestão ruinoso».

A comentadora diz que tudo não passou de um ato de irresponsabilidade e lamenta que «trabalho de anos» tenha sido «deitado por água abaixo».

«A PT fica fragilizadíssima em relação à oi e nada acontece? (...) Há aqui um trabalho de anos que foi deitado por água abaixo (...) [porque] reduziu imenso a sua capacidade negocial. É extraordinário que um trabalho de anos tenha disso deitado fora por uma decisão irresponsável».