Marcelo Rebelo de Sousa acredita que o défice deste ano vai ficar abaixo dos 5,5 por cento negociados com a troika e que o número alcançado irá ser utilizado para negociar o programa cautelar que se seguirá ao período de resgate.

«O défice deve ficar nos 5,1%, ou 5,3% no máximo. O Governo sabe disso, ou desconfia, e está a guardá-lo, para efeitos internacionais, lá para janeiro ou fevereiro, uma altura fundamental para preparar a negociação do programa cautelar», afirmou, no seu comentário no Jornal das 8 da TVI.

Para o comentador, «aquilo na Grécia não está a correr bem», permitindo a Portugal «destacar-se».

Sobre a atual avaliação da troika, Marcelo Rebelo de Sousa destaca que «não é um exame fundamental», porque «está tudo em suspenso» com o Orçamento do Estado e a lei da convergência das pensões no Tribunal Constitucional.

O ex-líder do PSD achou «natural» que os juízes do TC estejam a fazer um levantamento exaustivo da jurisprudência alemã sobre o tema das pensões.

«Sendo o direito mais elaborado da Europa ocidental, é natural que, ao tratarem um tema que foi tratado na Alemanha, que vão buscar aquilo onde teoricamente está mais bem trabalhado», explicou, sem querer adiantar qual será a decisão mais provável.