Constança Cunha e Sá criticou, esta terça-feira, a atitude do secretário de Estado dos Assuntos Europeus, que durante uma visita à Grécia, há uma semana, saiu de lá com o cognome...«o alemão» na imprensa helénica. Na TVI24, a comentadora disse que Bruno Maçães é um «tonto» ao serviço dos interesses da Alemanha e defendeu que Portugal «não precisa de Governo», se o Executivo que tem, se limita a aplicar a receita da troika.

«Estamos a falar de um lunático [Bruno Maçães] e estes lunáticos têm preponderância no Governo. É esta gente que tem como único objetivo, nestes dois anos e tal, ser o bom aluno da Alemanha (nem sequer é da Europa, é da Alemanha), julgando, se calhar, que ganhamos alguma coisa com isso. (...) Não consigo entender como é que um país pobre da periferia vai defender os mesmos pontos de vista da Alemanha», afirmou Constança Cunha e Sá, numa referência à recusa, por Bruno Maçães, da ideia de uma união de esforços a sul da Europa, nomeadamente entre os países intervencionados, mas contando também com a Itália ou a França.

Para a comentadora, a falta de «solidariedade» do secretário de Estado com os países da União Europeia que defendem um caminho diferente do da Alemanha, é um facto dramático: «Porque este tonto [Bruno Maçães] influencia, de facto, o Governo e o Governo está cheio de tontos deste género. Porque isto não é um caso único. Isto é o espírito deste Governo». «O problema é que o «guru», que era Vítor Gaspar, demitiu-se, dizendo que tinha falhado redondamente em tudo o que tinha feito. E agora ficam estes tontos, já sem guia, à solta, a fazer este género de coisas. E, no fundo, se nós temos um Governo que se limita a aplicar a 100 por cento a receita que lhe é imposta por fora, então nós não precisamos de um Governo, meia dúzia de burocratas fazem isso», defendeu.