Constança Cunha e Sá considerou, nesta quinta-feira, que as afirmações da diretora-geral do FMI de que Portugal precisa de mais tempo para cumprir as metas do défice revelam «hipocrisia».

«É absolutamente extraordinária a afirmação de Christine Lagarde, que Portugal, como a Grécia, devia ter mais tempo para cumprir o seu programa de ajustamento. Isto é de uma hipocrisia total e que nos leva a crer que o FMI tem dias. Nuns dias a senhora Lagarde ou o senhor Blanchard vem fazer o mea culpa, explicar que errou, que as previsões que fizeram não levaram em linha de conta os efeitos na economia, fazem uma missa pelo crescimento, etc, e, portanto, aparece como o parceiro bom, por assim dizer, no meio da troika. Depois, na hora da verdade, quando é para pôr em prática o que a senhora Lagarde acha que deve ser posto em prática, o FMI recua e diz não, como aconteceu na última avaliação», criticou a comentadora da TVI24.