Constança Cunha e Sá considera que, depois da decisão de Cavaco Silva, «fica tudo na mesma pior»», porque agora «restava ao Presidente manter o Governo».

«Só que sai tudo muito fragilizado», pois «o Presidente não explica como é que uma solução que há 10 dias não lhe merecia credibilidade agora lhe aparece como sólida e coesa», aponta a comentadora da TVI perguntando que «que garantias é que o Presidente pode ter»?

Constança Cunha e Sá frisa então que Cavaco Silva «pede tudo a um Governo que está morto». «Pede que renegoceie coma Troika, que mantenha a austeridade, mas, ao mesmo tempo também exige ao Governo novas políticas e diz que vamos entrar agora numa faze de crescimento», enumera.



A comentadora da TVI afirma que o Governo não tem condições para cumprir estes objetivos concluindo, assim, que «isto não ficou tudo na mesma, ficou tudo pior».

«O Presidente da república viu reduzida a sua margem de manobra e reduzida a sua autoridade», porque, «no fundo, foi obrigado a dar posse a um governo que não queria, diz a comentadora acrescentando que «o Governo também sai fragilizado porque estava morto e o Presidente enterrou-o na semana passada».

Constança Cunha e Sá afirma que António José Seguro «também sai diminuído» com esta situação porque foi «obrigado a recuar» quando «percebeu que o partido não o acompanhava».