Constança Cunha e Sá comentou a atual situação do Banco Espírito Santo e está certa que o banco terá de recorrer a uma de duas ajudas: um novo aumento de capital, ou o recurso ao fundo de seis mil milhões de euros que a troika tinha destinado à recapitalização da banca portuguesa.

A comentadora da TVI24 diz que apenas não compreende a aversão do primeiro-ministro em recorrer a esse fundo.

«Eu não consigo perceber a aversão que o primeiro-ministro tem mostrado à recapitalização por parte do fundo que existe da troika em relação ao BES. (...) Era dinheiro da troika destinado à recapitalização da banca portuguesa, é evidente que se o gastarmos aumenta-se a dívida, e os portugueses refletem-se nisso, (...) [mas] a verdade é que o banco paga esse dinheiro a juros muito superiores do que nós pagamos à troika , portanto nunca percebi muito bem esse repúdio do primeiro-ministro».

Cunha e Sá considera que o Governo não quer recorrer ao fundo para não passar a ideia ao país de que estamos novamente a recorrer à troika, para resolver a crise no GES. No entanto, esse «plano» deve ser abandonado, dada a gravidade da crise no Grupo, até porque, «a troika não saiu de todo» do país.

«Eu acho que o primeiro-ministro não se pode guiar por eleitoralismos quando estão em causa casos desta gravidade, não podemos [não querer mostrar] que a troika afinal não saiu, até porque a troika não saiu de todo como se tem visto. (...) Estamos tão depndentes da troika como estávamos», disse Cunha e Sá.