Constança Cunha e Sá defendeu, esta quarta-feira, que é importante que o primeiro-ministro esclareça politicamente a questão do alegado envolvimento no caso Tecnoforma. Na TVI24, a comentadora considerou «estranho» que Pedro Passos Coelho não se lembre se recebeu ou não dinheiro da Tecnoforma e sublinhou que o chefe do Governo não pode continuar a remeter a questão para a Assembleia da República ou para a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Realçando que é pouco relevante para a questão política saber se a PGR tem ou não competência para abrir uma investigação, Constança Cunha e Sá afirmou que o que realmente interessa é que Passos Coelho esclareça se recebeu ou não dinheiro da Tecnoforma nos anos em que foi deputado.

«Não quero fazer imputações de carácter ao primeiro-ministro, mas (...) acho muito estranho que uma pessoa não se lembre disso. Pode até não se lembrar dos valores, mas é no mínimo estranho que uma pessoa não se lembre se trabalhou ou não para a Tecnoforma como consultor durante os anos de 1997 a 1999. Isso é que me parece muito estranho», afirmou.

Por outro lado, disse ainda Constança Cunha e Sá, se Passos Coelho não trabalhou para a Tecnoforma naquele período de três anos, também parece óbvio que o primeiro-ministro só tinha que dizer que nunca recebeu dinheiro daquela empresa. «Temos um primeiro-ministro que não diz nada, não esclarece o assunto. E este é o assunto que eu acho que tem de ser esclarecido independentemente das investigações da PGR e independentemente dos papéis que vão ser apresentados pela Assembleia da República», concluiu.