O Orçamento do Estado para 2014 foi o tema do Cara a cara desta noite entre Ana Gomes e Carlos Abreu Amorim.

A eurodeputada socialista comparou os cortes nas pensões de sobrevivência à bomba nuclear, enquanto o deputado social-democrata pediu alternativas às medidas do Governo que evitem o segundo resgate e a bancarrota.

«Eu vou esperar para ver o que é que está no Orçamento do Estado. Até agora o que vemos é um jogo de contrainformação entre o PSD e CDS-PP, às facadas um ao outro, porque a crise não está resolvida. Mas há alguma dúvida de que a informação que veio cá para fora sobre os cortes nas pensões de sobrevivência dois dias de Paulo Portas ter feito aquela conferência de imprensa a dizer que estava tudo bem, que agora era só pequenos ajustamentos nas despesas do Estado, induzindo que não haveria mais austeridade punitiva para os portugueses e depois põem cá fora essa verdadeira¿ Bagão Félix falou em tempos em napalm fiscal sobre a TSU, mas isto é mais que napalm, isto é a bomba nuclear. Sobretudo, na minha opinião, não é só para sacar 100 milhões aos pobres dos idosos, que são viúvos e viúvas, é para se ver livre deles, é para terem uma apoplexia e desaparecerem», defendeu Ana Gomes.

«Nós estamos a nove meses de cumprir o programa do memorando da troika e, neste momento, quem se opuser a estas e outras medidas que são muito difíceis e muito desagradáveis de aplicar e defender, tem que apresentar alternativas, tem de dizer: eu não faria isto e faria outra coisa, mas no pressuposto de que é preciso atingir esses objetivos que estão inscritos no memorando da troika. Ou então, não atingimos esses objetivos, falhamos o memorando e estamos a caminho do segundo resgate ou da bancarrota», desafiou Carlos Abreu Amorim.