Constança Cunha e Sá debruçou o seu comentário desta segunda-feira sobre a análise do Conselho de Ministros que marcou a saída da troika e o fim do programa de ajustamento, mas, a comentadora não viu motivos para festejos.

Nesse Conselho de Ministros extraordinário, o Governo apresentou um documento com os objetivos pós troika. A comentadora tem a opinião de que se trata de «um documento completamente irrealista. É uma fantasia pegada».

«Nós não conhecemos esse ímpeto reformista» de que falava passos Coelho e Carlos Moedas, porque, da Esquerda à Direita, «não há ninguém que não diga que reformas estruturais foi coisa que não houve a não ser na desvalorização do trabalho e no empobrecimento da população, mas reformas no estado não houve», concluiu, acrescentando que «o Guião da Reforma do Estado ainda está por aí a pairar cheio de ideias completamente vagas».

«Neste ¿Caminho para o crescimento¿ não vimos ali nada, para além da profissão de fé de que o país está melhor que não tem tradução nenhuma na realidade».

Para isso contribuíram, no entender da analista, «o estudo do Eurostat de que o emprego está a cair desde 2002 e para chegarmos ao nível de emprego que tínhamos em 2002 vamos precisar de mais seis anos», bem como os números do INE que também foram «um balde de água fria» e tornaram os festejos da saída da troika «mais modestos».

Houve ainda outra crítica ao documento que não escapou à comentadora:

P documento foi «escrito em inglês e traduzido para português é de um provincianismo a toda a prova».

Veja o comentário na íntegra.