Constança Cunha e Sá analisou, esta quarta-feira, na TVI24, a ausência de Mário Soares na campanha socialista para as eleições Europeias e considerou «uma habilidade suprema» dos socialistas conseguirem que o fundador do partido não participe na campanha». Muito dura, a comentadora da TVI defende que esta posição «diz tudo» sobre Seguro.

«Isto revela uma direção de um Partido Socialista completamente fechada em si própria, de uma intolerância, de uma arrogância e que não tem de facto apreço nenhum pela sua história», defendeu.

«É preciso muita habilidade para que o Partido Socialista, numas eleições como estas, consiga a habilidade suprema de não ter o seu fundador, o fundador do partido, na campanha eleitoral. É a primeira vez que Dr. Soares não participa numa campanha socialista e isto diz tudo sobre António José Seguro, sobre esta política de meias-tintas que caracteriza o atual PS», acusou Constança Cunha e Sá.

A comentadora da TVI24 explicou porque considera que o PS não envolveu o histórico socialista na campanha eleitoral. «A presença de Mário Soares compromete, não é só um capricho, compromete de facto. Ao contrário do PS que andou sempre com um pé dentro e um pé fora (...) o Dr. Soares é um obstáculo, porque o Dr. Soares tem a vantagem da frontalidade e nunca escondeu de que lado é que estava. António José Seguro não sabe escolher um lado e como não sabe escolher um lado, evita qualquer tipo de problemas».