Constança Cunha e Sá acusou, esta sexta-feira, o secretário-geral do Partido Socialista de ser «irresponsável». Na TVI24, a comentadora sublinhou que «não há secretários-gerais inamovíveis» e defendeu que «a história» das eleições primárias no PS «não tem pés nem cabeça».

«As primárias são uma fantasia total, uma manobra perfeitamente surrealista criada por um secretário-geral que quer à viva força manter-se no poder, custe o que custar», afirmou Constança Cunha e Sá. «Numa situação de crise política aberta, sacar umas eleições primárias do bolso, que ninguém sabe o que são, para daqui a quatro meses? Isto não faz sentido absolutamente nenhum», defendeu.



Para a comentadora, o que fazia sentido no Partido Socialista era haver congresso e haver eleições diretas para secretário-geral. «Tudo o resto é uma fantasia. Tudo o resto é uma irresponsabilidade», argumentou.

«O que António José Seguro mostra é que é um irresponsável. Irresponsável perante o país. Irresponsável perante o Partido Socialista. E está-se a correr o risco de a situação de guerra no PS chegar a um ponto tal que aquilo fica esfrangalhado para sempre», defendeu.

Constança Cunha e Sá disse não perceber «o que António José Seguro ganha com este extremar de posições» e salientou que, de dia para dia, a situação no PS torna-se cada vez mais insustentável.

«O que se está a passar no PS é inédito. A ideia de que um secretário-geral é inamovível, que não pode nunca ser posto em causa, é uma coisa surrealista. Não lembra a ninguém. Estamos a ver uma guerra aberta no PS, com os apoiantes de Seguro barricados atrás de uma interpretação dos estatutos como se isto não fosse uma questão política fundamental», rematou.