António Capucho, militante histórico social-democrata expulso do PSD esta semana, falou sobre a sua expulsão do partido no programa da TVI24 «Política Mesmo», afirmando que não ficou surpreso quando a mesma foi aprovada.

«Claro que não, eu sabia da norma, mas de facto o que aconteceu é que eu não me candidatei contra o partido. Eu candidatei-me a favor duma lista independente liderada por alguém que tinha sido votada unanimemente pelas bases do PSD em Sintra e por razões inexplicáveis - de natureza política - foi vetado. E foi vetado, mas sem qualquer justificação o que é manifestamente ilegal face os estatutos do partido e do bom senso. Por isso, eu considerei que a candidatura do PSD formal era ilegítima e que tinha toda a legitimidade para apoiar Marco Almeida», afirmou António Capucho.

O militante considerou ainda que as delegações distritais e nacionais «violaram grosseiramente os estatutos coisa que o Conselho de Jurisdição Nacional não ligou absolutamente nenhuma».

«Como? Inviabilizando ilegalmente a candidatura de Marco Almeida», afirmou, garantindo que «o que é ilegal e grosseiramente ilegal e viola os estatutos é a recusa, o veto à candidatura de Marco Almeida».

No entanto, apesar de não ter ficado surpreso com a expulsão, António Capucho admite que tal não deveria ter acontecido «porque entendia que não tinha cometido nenhuma ilegalidade».

«Quem não é por eles, é contra eles», garantiu o militante.