O Parlamento aprovou nesta segunda-feira a extensão do horário dos trabalhadores do Estado para 40 horas semanais e a requalificação dos trabalhadores da função pública e, em relação às duas medidas, Constança Cunha e Sá refere que aquelas «fazem parte de um pacote que nós não sabemos se é para ir para a frente, se não é». «A única coisa que se percebe daqui é a ligeireza com que tudo isto é feito, uma coisa assustadora», considera.

A comentadora de política da TVI frisa que «é absolutamente assustadora a forma ligeira como o primeiro-ministro se referiu à questão da mobilidade; que não é questão da mobilidade, é questão do despedimento na função pública».

«O primeiro-ministro disse que se houver gente a mais, então as pessoas têm que ir fazer alguma coisa para outro lado. Isto não é forma de tratar as pessoas», diz Constança Cunha e Sá, porque «ir fazer qualquer coisa para outro lado é ir para o subsídio de desemprego, com um espectro a prazo de ficar sem subsídio». «É isto que o primeiro-ministro diz», sublinha.

«A jogada de Passos Coelho é comprometer o Partidos Socialista», explica a comentadora da TVI prevendo que na apresentação da moção de confiança nesta terça-feira «vamos ver isso de uma forma mais nítida». «Porque, como António José Seguro se deixou enrolar nesta história do compromisso e chegou ao ponto de dizer que esteve quase a chegar a acordo, algumas cedências fez», aponta.

«É com base nessas «sementes que o Governo vai tentar cobrar ao Partido socialista o apoio que o Partido Socialista lhe deu», afirma Constança Cunha e Sá dizendo que «criou-se aqui ma confusão que permitiu ao primeiro-ministro estar a fazer um papel que não é o dele».