O líder comunista classificou esta terça-feira o cenário traçado pelo primeiro-ministro, de uma «inversão de tendência económica», como uma «ofensa para a vida de milhares de portugueses», considerando ainda que a ideia de aulas de empreendedorismo é «um floreado».

«Isso é quase uma ofensa à vida de milhares de portugueses, que estão a ver a sua vida a andar para trás, a cair em situações de pobreza, de desemprego. Em termos de empresas, a falência de milhares de pequenas e médias empresas, este é o mundo real em que vivemos, não o que está na cabeça de Passos Coelho», condenou Jerónimo de Sousa, após encontro com magistrados do Ministério Público, na sede do PCP, em Lisboa.

Contudo, o secretário-geral comunista adiantou a explicação de que Passos Coelho «diz isso não tanto porque desconheça a realidade, mas porque quer encetar essa ideia ilusória de que o amanhã melhor está quase a chegar quando não está».

«Não há falta de empreendedorismo, há é falta de medidas e de apoios que pudessem levar a que o nosso aparelho produtivo produzisse mais e melhor, com todo o esforço de tantos de pequenos e médios empresários, que gostariam de ver resolvidos os seus problemas», afirmou também sobre a ideia lançada pelo ministro da Economia, Pires de Lima, de introduzir aulas de empreendedorismo no ensino obrigatório.

Para Jerónimo de Sousa trata-se de «mais um floreado, que visa esconder a realidade» do «aparelho produtivo» e da «produção nacional» portugueses, como conta a Lusa.