O PS estimou esta sexta-feira que o défice para 2018 cresça de 1% para 1,1% em consequência do impacto orçamental de medidas no valor de 119 milhões de euros para prevenção e combate a incêndios.

Este dado foi transmitido em conferência de imprensa pelo líder da bancada socialista, Carlos César, na apresentação de "cerca de uma centena" de propostas de alteração do PS ao Orçamento do Estado para 2018.

Ladeado pelos seus vice-presidentes João Paulo Correia e João Galamba, o líder do Grupo Parlamentar socialista disse que, no conjunto de medidas de 688 milhões de euros previstas no âmbito dos programas em áreas relacionadas com a floresta e prevenção e combate a incêndios florestais, apenas haverá um impacto direto no défice do próximo ano na ordem dos 119 milhões de euros.

Esses 119 milhões de euros, especificou depois João Galamba, representará um acréscimo de um ponto percentual face à projeção de défice constante na proposta inicial do Governo de Orçamento do Estado para 2018.

Na conferência de imprensa, o presidente do Grupo Parlamentar do PS afirmou que o conjunto dos programas relativos aos incêndios mobiliza 688 milhões de euros, dos quais as medidas novas já adotadas em Conselho de Ministros representam 387 milhões de euros.

Os outros 301 milhões de euros, de acordo com os números apresentados pelo PS, já faziam parte da proposta inicial do Governo de Orçamento do Estado para 2018.

Em relação à nova verba de 387 milhões de euros, Carlos César referiu que 288 milhões resultam de propostas na especialidade apresentadas pelo PS, sendo o resto proveniente de fundos comunitários.

Dos 228 milhões de euros em causa, 178 estarão centralizados numa dotação centralizada do Ministério das Finanças e 100 milhões da transferência de uma verba do IAPMEI para a recuperação de empresas afetadas pelos fogos. O impacto adicional, em termos de défice, é de 119 milhões de euros", explicou o líder da bancada socialista, assinalando que, assim, “prevê-se que o défice para o próximo ano possa ser de 1,1% e não de 1% como estava antes previsto”.

O porta-voz do PS, João Galamba, especificou depois que montantes provenientes de fundos europeus ou de linhas de crédito não têm qualquer impacto no défice.

"No global, 119 milhões de euros é o aumento de défice que as propostas do PS representam caso sejam aprovadas na especialidade", acrescentou.