A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, acredita que o Governo conseguirá cumprir os compromissos europeus e chegar a um entendimento com o PCP e o BE para aprovação do Orçamento de Estado para 2017.

Não vale a pena inventar diabos ou papões [sobre futuras dificuldades de entendimento entre o PS e os partidos que apoiam o Governo, PCP e BE]”, afirmou, neste domingo, Ana Catarina Mendes, assumindo-se “absolutamente convencida” de que o PS será capaz de “chegar a um entendimento natural (…) para a aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2017”.

Depois de a coordenadora do BE, Catarina Martins, ter avisado hoje que não aceitará que seja dado "nenhum passo atrás" no próximo OE, a secretária-geral adjunta do PS lembrou que “o PCP e o BE têm ao longo dos tempos dito quais são as suas condições, quais são os seus desígnios”, o que não impediu, nos últimos nove meses, “um entendimento natural” que acredita que será extensivo à aprovação do OE.

Mas, para além do compromisso com o eleitorado e com os partidos que apoiam o Governo, vincou, “há o compromisso europeu em que temos de estar todos, porque não estamos sozinhos na Europa”.

Para Ana Catarina Mendes o resultado obtido “no episódio das sanções”, que a Comissão Europeia acabou por não aplicar a Portugal, demonstra que “um governo que luta pelo interesse nacional, nas instâncias europeias, consegue vencer”, deixando-a “otimista” em relação ao próximo orçamento.

Vai ser um orçamento capaz de garantir aquilo que nós estamos a fazer neste momento no país: devolução dos rendimentos das pessoas, devolução dos seus direitos sociais, regras que respeitem o trabalho digno e que criem mais emprego em Portugal, reforçando e redimensionando a nossa economia”, indicou.

Ana Catarina Mendes falava à agência Lusa, nas Caldas da Rainha, à margem de uma visita à Feira dos Frutos, que hoje termina, no Parque D. Carlos I, e de um encontro com militantes para preparar as próximas eleições autárquicas

“Aquilo em que nos devemos concentrar neste momento é nos melhores protagonistas para manter a presidência da Associação Nacional de Municípios (ANMP) e a presidência da Associação Nacional das Freguesias (ANAFRE) e com isso garantir que o PS continuará a ser a força mais votada nas eleições autárquicas do próximo ano”, disse.

Porém, repetiu, só a partir da convenção autárquica do partido, agendada para dezembro, o PS revelará as suas escolhas em termos de candidatos.