As propostas socialistas «não vão transformar num bom Orçamento o que é um mau Orçamento», indicou, mas permitirão acudir «desde já» a alguns dos problemas mais graves que resultantes da crise económica e social e minimizar o seu «efeito devastador sobre muitas e muitas famílias». ​Permitirão, nomeadamente, responder às «maiores chagas» resultantes da crise, como o desemprego, a pobreza infantil e juvenil e a habitação:

«Se a maioria viabilizar as propostas do PS, não teremos um melhor Orçamento, mas teremos uma sociedade onde os desempregados, as crianças e jovens pobres e os que estão em risco de perder a habitação estarão pelo menos mais protegidos e a sociedade estará um pouco mais coesa e com menor drama social».

As propostas apontam, designadamente, para o prolongamento por mais seis meses do subsídio social de desemprego, para a redução da taxa do IVA para a restauração, para o aumento «bastante acima da inflação» do abono de família, para uma majoração especial de 15% neste abono para as famílias monoparentais e para o restabelecimento do passe escolar.

A introdução de uma cláusula de salvaguarda no IMI para que este imposto não possa aumentar mais de 75 euros por ano, e a suspensão das penhoras das casas das famílias em execuções fiscais são as medidas propostas pelo PS para garantir o direito à habitação.

Propostas que «não são de forma a desequilibrar» o Orçamento do Estado, já que estará assegurada «a necessária cobertura orçamental», ou em diminuição de despesas ou na garantia da não-diminuição de outras receitas.

«De um ponto de vista da equidade, nós temos de escolher quem queremos proteger, e neste momento não podemos hesitar: aqueles que nós temos de proteger é o emprego, é o combate à pobreza e é o direito à habitação»

Em relação às Legislativas de 2015, António Costa reiterou que a «ambição» do PS é ganhar com maioria absoluta. «É essa maioria que serve o interesse nacional».