O líder parlamentar do CDS-PP defendeu que o Orçamento do Estado para 2014 não poupa a banca, a EDP, e a PT.

No debate quinzenal com o primeiro-ministro no Parlamento, o líder da bancada centrista afirmou que «não obstante a dificuldade deste Orçamento», o CDS regista que incide «80% na redução da despesa e apenas 20% na receita».

«Registamos o facto de não haver um aumento de impostos, nomeadamente sobre o rendimento e o trabalho dos cidadãos, registamos que a banca vai pagar mais, que a EDP vai pagar mais, a PT vai pagar mais, certos fundos imobiliários beneficiarão menos», afirmou.

«Isso combate a ideia mil vezes repetida, mas ainda assim falsa de que este OE não é equitativo na redistribuição dos sacrifícios», defendeu.

Para o CDS, este «é um orçamento difícil, mas também é um orçamento que deve dar execução, deve dar robustez, a alguns sinais que, por muito que a oposição se esforce para negar, não deixam de ser factos».

«Onde é que está a espiral recessiva imparável quando podemos ter dois trimestres consecutivos a crescer economicamente?», questionou Magalhães.

Na reposta, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu a necessidade de um «consenso de médio e longo prazo».

«Quando um partido aparece no debate público a dizer que isto só é sustentável se a Europa decidir de outra maneira, diz ao mesmo tempo que não está em condições de poder governar Portugal com o seu programa, porque desqualificou o seu programa, fê-lo depender de variáveis que não dependem nem da nossa vontade nem do próprio partido», sustentou.

«É isso que nós precisamos de evitar. O que eu gostaria era que o país, não apenas o Governo, não apenas os portugueses que estão a fazer sacrifícios para que esta etapa difícil se vença, mas que o sistema político português ofereça externamente, como ofereceu na Irlanda, a possibilidade de ter um consenso de médio e de longo prazo quanto àquilo que deve ser a nossa trajetória», defendeu.

Segundo Passos Coelho, «as diferenças entre os partidos são muito bem-vindas e muitíssimo bem-vinda é a alternância democrática que corresponda à alternância verdadeira de políticas».

«Se o médio prazo estiver acordado nas suas linhas essenciais, então, esse caminho livre de alternância, será um caminho de responsabilidade e não o caminho de um novo resgate», argumentou.