O Bloco de Esquerda (BE) quer levar à discussão para o Orçamento do Estado (OE) de 2014 o fim das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a realização de «forma geral e universal» de rastreios oncológicos.

Em conferência de imprensa no parlamento, em Lisboa, o coordenador bloquista João Semedo elencou uma série de propostas do partido para a área da Saúde, mesmo reconhecendo «não sentir nenhuma abertura» do ministro da área, Paulo Macedo, para «mudar o sentido da sua política».

«A Saúde precisa de investimento, não de cortes», reclamou João Semedo, para quem os 300 milhões de euros anunciados de cortes na área em 2014 revelam a «fraqueza política de Paulo Macedo».

Os cortes no setor, sublinhou, terão consequências «muito negativas» como o aumento das listas de espera, mais cidadãos ficarem sem médico de família, o fecho e encerramento de unidades e serviços, o agravar do racionamento de medicamentos e o despedimento de funcionários do SNS, entre outras.

O Bloco, nas suas propostas, pede que os hospitais do SNS que funcionam em edifícios das misericórdias não sejam entregues a estas no que à sua gestão e exploração diz respeito.

O partido pede também, por exemplo, que os medicamentos para tratamento da doença de Alzheimer passem a ser comparticipados a 90% «desde que sejam prescritos por médicos neurologistas ou psiquiatras».

A isenção de IVA em terapêuticas não convencionais, como na acunpuntura, fitoterapia, homeopatia ou medicina tradicional chinesa é também reclamada.

O BE quer ainda um internato médico no SNS para «todas as pessoas que tenham concluído a licenciatura em medicina ou o equivalente mestrado integrado em medicina».