O Bloco de Esquerda (BE) apresentou hoje um conjunto de dez medidas para o ensino superior público com vista ao debate na especialista sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2014, reclamando que «não se pode fechar o futuro» dos jovens portugueses.

«Não é a fechar o país aos bocados que se pode reequilibrar alguma coisa e se pode relançar o desenvolvimento do país. Não se pode fechar o futuro. Não pedimos o impossível», advogou o deputado do Bloco Luís Fazenda, em declarações no parlamento, em Lisboa.

O deputado sublinhou que as propostas do Bloco para o OE são «propostas mínimas» com «uma única ideia subjacente: regressar aos valores do primeiro OE do Governo de Pedro Passos Coelho e Nuno Crato», o «mínimo dos mínimos» para conter a «desestruturação agressiva» do ensino superior.

As propostas bloquistas visam três objetivos concretos: evitar o colapso funcional do ensino superior público, garantir as condições de permanência dos estudantes no ensino superior público e defender os docentes e investigadores como ativo estratégico da soberania nacional.

Entre as medidas avançadas está a isenção do ensino superior de «qualquer processo de requalificação ou mobilidade especial», a isenção de propinas para os estudantes com bolsa de ação social escolar ou um patamar mínimo de investimento nos laboratórios do Estado.

O Bloco estima entre 200 e 250 milhões de euros o valor que a aprovação das suas propostas teria no OE para o próximo ano.