De língua afiada, a secretária-geral-adjunta socialista saiu ao ataque após a primeira reunião da comissão permanente do PS realizada após as férias, na sede nacional no largo do Rato, considerando que deve ser a oposição, particularmente o PSD, a mudar de discurso.

O país já percebeu que, ao contrário do que a propaganda da direita fez constar, o Governo não precisa de aplicar nenhum ‘plano B' ao caminho que encetou. Quem verdadeiramente carece, como de pão para a boca, de um ‘plano B' é a oposição de direita e, muito em particular, o PSD de Passos Coelho e Maria Luís (Albuquerque)", afirmou Ana Catarina Mendes.

Com críticas dirigidas ao líder social-democrata e ex-primeiro-ministro, Passos Coelho, Ana Catarina Mendes também fez questão de se referir à atuação da anterior ministra das Finanças.

Empurrou com a barriga os problemas do sistema financeiro, desde o Banif, à Caixa Geral de Depósitos, ao BES, escondeu cartas da Comissão Europeia no cofre", enumerou a socialista, acrescentando que Maria Luís Albuquerque "promoveu um brutal aumento de impostos sem nunca conseguir atingir qualquer das metas orçamentais, nem que para isso fossem necessários quatro orçamentos retificativos".

PS espera propostas para Orçamento

A deputada do PS voltou a desafiar os sociais-democratas a "avançar com propostas alternativas" ao Orçamento do Estado para 2017, "ao contrário do que sucedeu vergonhosamente em 2016".

O país teria muito a ganhar com a existência de projetos políticos claros e alternativos para que os portugueses possam sobre eles escolher, mas o PSD, a quem tal compete como maior partido da oposição, continua refugiado no passado. Não apresenta uma proposta séria e credível, perdendo o seu tempo nas críticas tremendistas e catastrofistas, anunciando mesmo a descida à terra do diabo a qualquer momento", lamentou a dirigente socialista.

Ana Catarina Mendes fez ainda questão de enaltecer a atuação do atual Governo, pelo cumprimento em 2016, "pela primeira vez nesta década", da "meta orçamental do défice definida pelas regras europeias", uma "grande conquista de Portugal e dos portugueses".