Notícia atualizada às 17:53










Portas perdeu mais uma «guerra» contra o PSD

O coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo considerou que, «politicamente», a manutenção em 2015 da sobretaxa no IRS significa que «o dr. Paulo Portas e o `partido do contribuinte´» perdeu «mais essa guerra» com o PSD.

«Politicamente isso significa que o CDS e o dr. Paulo Portas perdeu mais uma vez. E que o PSD e o dr. Pedro Passos Coelho ganhou mais essa pequena guerra com o CDS. O fundamental é que não vai haver nenhuma redução da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho. Os únicos privilegiados, que vão beneficiar com reduções fiscais no próximo Orçamento do Estado, são as empresas», destacou João Semedo.

O coordenador do BE falava aos jornalistas após questionado sobre as notícias que referem que a proposta de Orçamento do Estado para 2015 inclui a intenção de reduzir a sobretaxa de IRS (que é atualmente de 3,5%), mas não determina a percentagem da diminuição.

PCP critica «extraordinária lata» do Governo

O PCP criticou a «extraordinária lata» do Governo em fazer depender a diminuição da sobretaxa do IRS do aumento das receitas fiscais e sublinhou que as medidas conhecidas do Orçamento para 2015 mantêm uma «elevadíssima carga fiscal».

«Estamos perante um conjunto de manobras eleitorais claras do Governo, no sentido de tentar apagar a política fiscal altamente lesiva do país prosseguida ao longo destes três anos. O que está em cima da mesa é a manutenção de uma elevadíssima carga fiscal sobre os trabalhadores, reformados, e pequenos e médios empresários em geral, que nenhuma manobra atenuará», afirmou Agostinho Lopes, do Comité Central do PCP.

Para o PCP, é de «uma extrema indignidade do Governo» não terminar com a sobretaxa sobre o IRS, afirmando que o executivo se tinha comprometido a acabar com a taxa «passado o período de intervenção da troika». «Ainda tem a extraordinária lata de associar o fim desta sobretaxa ao êxito do combate à evasão e fraude fiscal, como se aparentemente fossem os trabalhadores - que pagam os seus impostos, o seu IRS, ainda antes de receber os seus vencimentos -, os responsáveis pela fraude e evasão fiscal», acusou.

«Estamos perante um Governo sem nome, sem crédito, sem palavra», declarou, reiterando o pedido de demissão do executivo.