A ex-presidente do PS e atual candidata às eleições presidenciais Maria de Belém Roseira disse hoje que o mundo não fica igual quando pessoas como António Almeida Santos morrem, enaltecendo a sabedoria e inteligência do “amigo”.

"Era uma pessoa com uma sabedoria e uma serenidade extraordinárias. Com uma inteligência absolutamente fantástica. Pessoas destas fazem sempre uma enorme falta quando desaparecem e o mundo não fica igual", disse Maria de Belém, cita a Lusa.

O presidente honorário do PS, António Almeida Santos, morreu na segunda-feira à noite com 89 anos, em sua casa, em Oeiras, Lisboa.

A candidata presidencial disse que pessoas da craveira de Almeida Santos "fazem sempre falta e são absolutamente insubstituíveis"

Maria de Belém confessou-se chocada com a notícia e lembrou que ainda no domingo esteve com Almeida Santos, num almoço, na Figueira da Foz.


"Era um grande amigo, um grande democrata, um grande vulto da política nacional", referiu, acrescentando: "Era uma pessoa muito serena, muito firme, muito pura, muito bondosa e sempre disponível para ajudar e participar em tudo em que ele pudesse acrescentar alguma coisa e acrescentava sempre".


No almoço de domingo, Almeida Santos afirmou que se Maria de Belém Roseira sair derrotada das eleições presidenciais de 24 de janeiro, da próxima vez "ganha ela".

"Não será a última vez que me ouvireis, a próxima vez que a Maria de Belém se candidatar eu cá estarei com ela, porque nessa altura já vai ser muito difícil derrotá-la, muito difícil. Lembrem-se disso do que eu vos digo hoje: se não ganhar desta vez, não sei se ganha se não, da próxima ganha ela", disse.