O histórico socialista, António Almeida Santos, foi um “grande democrata” e um dos “pais fundadores da nossa democracia”, considerou o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Freitas do Amaral.

Num depoimento sobre a morte do presidente honorário do PS, na segunda-feira, o professor e antigo dirigente centrista disse que se sentiu muito penalizado com a notícia do óbito de Almeida Santos, de quem era, escreveu, “muito amigo”.

Almeida Santos desempenhou os mais altos cargos da República e deve ser considerado “como um dos pais fundadores da nossa Democracia, sobretudo por ter sido o seu principal legislador (tal como Mouzinho da Silveira o foi do regime liberal de 1820)”, escreveu Freitas do Amaral.


Freitas do Amaral apresentou “as mais sentidas condolências” à família e ao PS.

O corpo de António Almeida Santos estará em câmara ardente numa das capelas da Basílica da Estrela, em Lisboa, a partir das 17:00 de hoje, seguindo na quarta-feira às 13:00 para o cemitério do Alto de São João, onde será cremado.

Segundo fonte da família, não haverá cerimónia religiosa, como era vontade de Almeida Santos.