O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, recebeu com “surpresa e consternação” a notícia da morte de António Almeida Santos, que apelidou de “democrata exemplar” e “modernizador” do Parlamento.

“Foi com surpresa e consternação que tomei conhecimento da morte de António de Almeida Santos”, disse Ferro Rodrigues na Assembleia da República, caracterizando o presidente honorário do PS como um “democrata exemplar, sempre conciliador, sempre presente e solidário e, por isso, sempre acarinhado por todos”.


“Jurista reputado e culto, grande orador e escritor, deixou a sua impressão digital em muitas e importantes leis da República, por isso, muitos o recordam e, justamente, como o grande legislador da democracia”, frisou.

Ferro Rodrigues lembrou, ainda, os quase sete anos que Almeida Santos esteve à frente da Assembleia da República, afirmando que “deixa uma memória ainda muito viva junto de todos os funcionários e deputados que com ele se cruzaram e deixou uma marca que a história parlamentar recordará como uma marca modernizadora”.

“Foi com ele que o Parlamento cresceu, com novas instalações, foi com ele que o Parlamento se começou a adaptar à era da internet e foi com ele que o parlamento consolidou a sua aproximação às novas gerações”, afirmou.


O presidente da Assembleia da República lembrou ainda Almeida Santos como “um dos grandes estadistas destes 41 anos de democracia”.

“Lutou pelas liberdades antes e depois do 25 de Abril, exerceu com grande competência política e inegável patriotismo vários e relevantes serviços à causa pública, tanto no Governo como na oposição”.

“É, por isso, com profunda tristeza que dou testemunho público do meu pesar pelo seu falecimento, que foi já transmitido à sua família”, concluiu, segundo a Lusa.

O presidente honorário do PS morreu na segunda-feira em sua casa, em Oeiras, com 89 anos, pouco antes da meia-noite, depois de se ter sentido mal após o jantar, disse fonte da família à agência Lusa.

O corpo de António Almeida Santos estará em câmara ardente numa das capelas da Basílica da Estrela, em Lisboa, a partir das 17:00 de hoje, seguindo na quarta-feira às 13:00 para o cemitério do Alto de São João, onde será cremado.

Segundo fonte da família, não haverá cerimónia religiosa, cumprindo a vontade de Almeida Santos.