Por: Filipe Caetano | 19- 11- 2010 15: 23
Foi muito curto o encontro de Barack Obama com José Sócrates no Palácio de S. Bento, em Lisboa. Depois de já ter estado
com o Presidente da República, o presidente dos Estados Unidos aproveitou o tempo antes do início da cimeira da NATO para
reforçar junto das autoridades portuguesas o entendimento entre os dois países.
Obama agradeceu o envolvimento das
tropas portuguesas no Afeganistão e elogiou o esforço de Sócrates para ultrapassar a crise que afecta o país. «São tempos
difíceis para o mundo e para Portugal. A sua determinação para reforçar a economia portuguesa é um sinónimo da sua liderança
e quero agradecer-lhe por isso. Estamos a apreciar o vosso trabalho», disse, sublinhando também as parcerias estratégicas
entre os dois países.
«Vamos continuar a trabalhar para resolver os problemas actuais, conhecendo o comprometimento
do primeiro-ministro para implementar medidas económicas eficazes. Queremos trabalhar com a Europa e Portugal para encontrar
soluções», frisou o líder americano.
O elogio de Obama às medidas implementadas por Sócrates na economia portuguesa
surge depois de Sócrates ter falado, mas também o primeiro-ministro falou de economia. «Temos uma ampla convergência quanto
às reformas das instituições financeiras multi-laterais, à regulação dos mercados e à cooperação entre os estados para fazer
face aos desafios da crise internacional», advogou.
Energias renováveis e parceria estratégica
Tanto
Obama como Sócrates destacaram os entendimentos entre os dois países nos campo da ciência e tecnologia, assim como no esforço
para a promoção das energias renováveis: «Parabéns ao primeiro-ministro por conseguir que Portugal lidere neste campo. Neste
sentido, empresas portuguesas e americanas estão a colaborar, reforçando as relações bilaterais».
«Existe uma prioridade
que os governos atribuem às energias renováveis e aos veículos eléctricos, com Portugal a assumir-se como um país líder em
energias renováveis. Trata-se de uma estratégia decisiva para combater aquecimento global, para além de permitir a criação
de novos empregos», disse o governante português, aproveitando também para sublinhar a importância das parcerias a nível científico,
com acordos entre várias universidades.
No que diz respeito à agenda estratégica, também aqui parece existir sintonia,
dado que Portugal já tinha reforçado a intenção de continuar no Afeganistão, ajudando a NATO a cumprir a transição de poder.
Sócrates voltou, então, a falar do «conceito de Lisboa», que atribuirá «novos desafios de segurança e reforçar parcerias com
outras nações e outros actores».
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